terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Iº Ranking de Espumantes Nacionais

Segundo alguns, o Iº Ranking de Espumantes Nacionais promovido pela revista Playboy vai dar o que falar... Sabe porque?
Das 22 garrafas avaliadas, o grande vencedor foi o Dom Cândido Brut. Conhece?

Você, provavelmente ainda não.

O Dom Cândido é um espumante pouco conhecido do Rio Grande do Sul, elaborado 100% com a uva chardonnay e vinificado pelo método charmat – aquele em que a segunda fermentação é realizada em grandes tanques de aço.

A coisa foi séria.

A degustação, coordenada pelo presidente da ABS (Associação Brasileira dos Sommeliers), Gustavo Andrade de Paulo, foi às cegas, sem que ninguém soubesse qual rótulo estava na taça, e as garrafas foram compradas em lojas e supermercados.
O segundo lugar, ao contrário, não teve surpresa, coube a um espumante campeão na lista dos nacionais mais admirados e que sempre agrada, o Excellence Par Chandon.

O que significa este resultado? Que o desconhecido Dom Cândido é o melhor espumante nacional do mercado? Menos. Significa, de fato, que naquele dia aquela garrafa foi a que mais agradou a todos os oito jurados.
Prova às cegas é a prova dos noves, aqui não tem truque, o que vale é a percepção gustativa, a experiência – ou falta de – e avaliação do momento, daquela garrafa. Uma boa maneira, também, de rever uma série de preconceitos.

A propósito, não é fácil encontrá-lo, a produção é limitada a 12.000 garrafas.

Eu e a Marcinha estivemos lá e pudemos desfrutar desta medalha de ouro.
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terça-feira, 8 de julho de 2008

Eu já sabia. Contador é bom!





















Pensei que contador fosse mais comum!
Bons exemplares...

Contador 2004 e 2005 = R$ 1.859,00
La Cueva del Contador, 2003(R$ 407,00) 2004 e 2005 (R$ 484,00)
Confirmando que existem bons contadores
-Loja Grand Cru da Av. Rio Branco

Um verdadeiro colírio.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Temperatura dos vinhos

Qual a influência da temperatura no gosto do vinho que você toma? Você tem idéia?

O vinho sofre mais com o calor do que o frio. Um vinho servido muito fresco pode se reaquecer rapidamente, seja pelo calor do ambiente, seja pelo calor das mãos. Mas um vinho servido em temperatura muito elevada é díficil de refrescar, e o prazer de bebê-lo corre o risco de ser completamente arruinado.

Temperatura ambiente

A temperatura ambiente de que se fala é a européia, que na maior parte do ano não ultrapassa 20ºC ou 22ºC e acaba coincidindo com as temperaturas ideais para degustação de vinhos tintos. Acima dessa temperatura o álcool do vinho começa a evaporar, o que desequilibra a bebida, libera um aroma agressivo de álcool e o vinho perde a sensação aromática da fruta.

Sabemos que o calor permite que o buquê agradável do vinho se mostre. Os aromas variam de um vinho para outro, por isso servi-lo na temperatura certa, estaremos dando a oportunidade de o vinho poder dar o melhor de si.

Como o calor acentua a acidez, os vinhos brancos devem em geral ser servidos frios para ter menor dureza. Quando a garrafa está fresca, a acidez se alia à fruta do vinho e o torna agrável e refrescante, algo que se pode esperar de qualquer vinho branco.

Importante: Existe uma temperatura mínima limite para todos os vinhos. Abaixo de 6ºC anestesiam-se as papilas gustativas.

Fonte: Larousse do Vinho



Não há um consenso absoluto entre enólogos e especialistas sobre as melhores temperaturas de servir os vinhos. No entanto, baseando-se em princípios científicos e nos valores médios sugeridos por enólogos renomados, sugere-se, para otimizar a percepção da qualidade, servir os vinhos nas seguintes temperaturas:


20º Tintos bastante estruturados, longamente envelhecidos e complexos
18º Tintos estruturados e envelhecidos, Porto Vintage e LBV
17º Tintos de média estrutura e de elevada qualidade
15º Tintos jovens e com pouco tanino, frutados e leves
12º Licorosos tintos, Porto Tawny e Ruby, Madeira, Sauternes e Colheita Tardia

11º Brancos Secos de elevada qualidade e complexidade, Vinhos Rosados
10º Champagnes envelhecidos e de elevada qualidade, Málaga, Porto Branco, Sherry
9º Espumantes Extra-Brut, Brut mais evoluídos e complexos, Vinhos Brancos Secos
8º Espumantes Brut e Prosseco, Vinhos Brancos aromáticos Secos
7º Vinhos Brancos Doces
6º Espumante Demi-Sec e Seco
5º Moscatel Espumante e Asti Spumante

Fonte: Mauro Celso Zanus
zanus@cnpuv.embrapa.br