quarta-feira, 15 de junho de 2011

Vem aí o tinto mais nobre da Villa Francioni - Michelli

Bem....
Para quem teve o prazer de degustar o Michelli da Villa Francioni safra 2005,  último lote deste vinho produzido em 2009, agora verá o tinto mais nobre desta vinícola da safra 2006 chegando ao mercado.

Este corte é das uvas Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Merlot, não sei precisar as proporções (ainda).

Mais uma vez, estarão liberando um lote restrito de 2.600 garrafas um pouco mais do anterior que foi de 2.000 garrafas.

Segundo assessoria de impressa da Villa Francioni, este lote possui um alto potencial de guarda, estimado em mais de 20 anos.

Esta safra 2006 traz o Michelli com estágio em barricas de carvalho francês novas, prevalecendo a acidez da uva Sangiovese.

Se estão distribuíndo agora os da safra 2006, já anunciam que o próximo lote será da safra de 2009, "considerada perfeita para elaboração de mais um rótulo com alto grau qualitativo."

Aproveitem e se possível me chamem para degustar.

Michelli 2006
Corte de Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Merlot

terça-feira, 31 de maio de 2011

Encontro 26/05/2011

Desta vez, com o convite do aniversariante, aproveitamos a data e a realização do nosso encontro para  comemorar o Aniversário do Ivanir.

Inicialmente faríamos degustação somente de vinhos brancos, pois o prato sinalizava para isto.
Após conversa com o proprietário da Santa Adega, loja que nos atendeu com os vinhos degustados, fomos um pouco mais atrevidos e juntamos 3 opções além da espumante (Terra Nova) que o Ivanir ofereceu. Branco, Rosé e Tinto. A idéia central era de poder degustar os 3 juntamente com a gastronomia proposta, Camarões e Paella de frutos do mar. No entanto, pelo adiantado da hora quando a refeição ficou no ponto, acabamos degustando, espumante, branco e rosé antes da Refeição.

Ficam os créditos para Darley que elaborou a Paella de frutos do mar, ao Roma que cedeu a residência e também atendeu os convivas com um prato à base de Camarões, ao Ivanir pela colaboração na organização, ao Gomes e ao Rodrigo pelos vinhos, às esposas de alguns dos confrades que se fizeram presentes, aos demais convidados e ao tempo que colaborou inclusive com uma vista fantástica, nada comparada ao da nossa Sede, lá nos altos do Morro do Celta....
Permitam-me desta vez não nominar os presentes, para evitar de cometer o esquecimento de alguém.
Os três rótulos dos vinhos degustados


Nossos objetivos estavam voltados para a degustação dos 3 vinhos da noite.

Branco - Santa Carolina Reserva de Familia, elaborado com a uva chardonnay. Uma boa demonstração de um branco com passagem no carvalho e pronto pra beber.
Vinho chileno da safra 2007 com 13% GL.
Este vinho surpreende a primeira vista por sua intensa e brilhante cor amarela. Aroma intenso de frutas tropicais e cocos.
Tem boa acidez e estrutra firme como pêras e damasco maduro.
É elegante e complexo, bem balanceado e com acabamento completo.
O Baron ainda trouxe um outro muito similar, creio que até superior ao santa carolina. Lamentamos o fato de quando iniciamos com este vinho a paella ainda não estava pronta. Ao meu modo de ver este vinho teria uma aceitação superior.
Rosé - Chateau des Aveylans - produzido na região do Vallée du Rhône - França.
Rose cereja brilhante, aromas de frutas brancas e vermelhas, toques frescos como menta.
Corpo redondo e complexo.
A Safra destas garrafas é o ano de 2006. Muito se fala, que para acompanhar os frutos do mar, deveríamos esperimentar os brancos de corpo médio, como os produzidos com as uvas Sauvignon Blanc, Sémillon, Chablis dentre outras, no entanto aposto que o rosé tem uma presença incrível.
Claro que se observarmos nossa culinária podemos também apontar que como gostamos de ousar na questão temperos, podemos também apostar nos brancos encorpados como os Chardonnay e o Viognier.

Este é um bom exemplar para ousar.




Para finalizar a degustação deste encontro com uma surpresa, foram degustados em garrafas tamanho magnum 1,5 lt o Don Román.
Safra 2008
Não estava à altura dos dois anteriores.
Claro que esta conclusão melhor seria dada se pudessemos ter degustado os 3 sendo degustados com a Paella de frutos do Mar, mas o risco e por minha conta.
Como era um vinho tinho mais leve, da Uva tempranillo e também como o grupo tem uma aceitação maior aos tintos, deu a impressão de que o tinto era o preferido, mas em termos de harmonização, este vinho ficou devendo.


O branco na taça esboça sutileza
O Rosé tem seu charme
Mas o tinto ainda é a bola da vez. 


Aniversariante comemorando com a camisa do Chapecoense, nas mãos do Aloisio.
Sentimos falta do José que por motivos particulares, desta feita não pode comparecer.
Mas como ele mesmo me fez lembrar, o importante é a formação de um grupo capaz de mesmo com ausência do cozinheiro principal dar conta do recado. O Darley deu conta sim, José.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Visita à Villa Francioni

Convite aceito - Hora de levantar cedo e pegar a estrada.
- Partimos de Florianópolis com destino à São Joaquim aproximadamente as 08 da manhã. Era um sabádo com um sol brilhando. Nosso trajeto foi sendo feito com apresentações dos colegas de viagem além de uma boa comversa. As horas em que passamos dentro do ônibos serviu também para relaxar. Eramos um grupo bem eclético.
- As 11:30hs nossa caravana chega em Urubici.
Conhecida como Terra das Hortaliças, Urubici tem belas paisagens, reservas ecológicas e mistérios.
Um desses mistérios é o sino da igreja local. Quem já tocou sabe porque!
- O Almoço serviu para provarmos um vinho local, Suzin. Pegando a estrada novamente nossa chegada até ao destino final São Joaquim na Vila Francioni aconteceu as 13:30 hs, inclusive pontualmente no horário pré-determinado.
- Após as devidas tratativas e compra do ingresso, por volta das 13:45 a visitação se iniciou. Do Grupo que lá esteve éramos em 5 da confraria ( Darley, Jacy, Ivanir, Vânio e Rodrigo). 
A Apresentação da vinícola se deu com um vídeo contando um pouco da história e saga do seu fundador  Manoel Dilor, que não teve o prazer de degustar seu primeiro vinho. 


As imagens acima, podem falar por si. Uma vinícola com instalações modernas, equipamentos praticamente novos, muito bem decorada, limpa e com um bom futuro pela frente. Claro que os vinhos que dela virão aos quais aguardamos com expectativas poderão lançá-la ainda mais para o mercado externo, mostrando o terroir catarinense para o mundo e produzindo vinhos de qualidade. Vocês sabiam que ela possui a mais bela arquitetura da América Latina no segmento vinícola? Premiada inclusive.

Recentemente o Sauvignon Blanc 2009, foi um dos escolhidos na lista TOP TEN Expovinis 2011. 
-Atualmente a vinícola trabalha com 3 linhas: Linha Villa Francioni, Linha Joaquim e a Linha Aparados
A linha aparados é composto pelo Aparados Cabernet Sauvignon 2007.
A linha Joaquim: Joaquim Brut Rosé, Joaquim Cabernet/Merlot2006 e Joaquim Rosé 2008
A linha Villa Francioni possui 8 vinhos
- Licoroso 2005
-Tinto 2005
-Michelli 2005
-Francesco 2006
-Tinto 2006
-Sauvignon Blanc 2009
-Chardonnay lote II 2008
-Rosé 2009 ( O Vinho da Madonna)

Não fosse a quebra do meio de transporte, teria sido um passeio perfeito. Em contra partida deixou suspense e emoção no ar. Ao final tudo certo.

sábado, 30 de abril de 2011

Encontro 28/04/2011

Que maravilha....
Pernil de Carneiro com risoto de arroz arborio e abobrinha

Um recado para o José. O tempero estava uma delícia. Até chegaram a dizer "eu gosto com um pouco mais de sal" mas estava muito bem assado. O arroz arborio com abobrinha que recebeu ajuda de pelo menos 5 pessoas, estava delicioso pois, até aqueles que não gostam do queijo se agradaram. Resumindo...... estava ótimo. Comentamos que deveríamos fazer mais vezes com outras opções de vinho.

Abaixo,
José, Aloísio e Darley no preparo do arroz.
No próximo encontro precisamos acertar com o cozinheiro para que ele chegue no horário.
Temos dado a preferência de fazer as degustações às cegas, o que quer dizer isso? Não é de olhos fechados. É  divertida e aprende-se muito também. É prazerosa. As vezes, quando você acha que é determinado vinho, desse ou  daquele lugar, ouve um comentário de um conviva e muda a sua opinião. Outras vezes, acredita no seus sentidos e monta o quebra-cabeça, surpreendedo-se com o resultado final.

Uma degustação às cegas, como o nome sugere, guarda um segredo pois o rótulo não é mostrado. As garrafas são ensacadas/embrulhadas, numeradas e servidas. Provar diferentes vinhos sem saber quais são os rótulos, o tipo de uva ou mesmo país pode ser um estímulo divertido que vai demonstrar como às vezes somos influenciados por fatores externos ao nosso gosto. É uma das provas mais didáticas que existe. E exige muita humildade do provador. O que vale aqui é a avaliação sensorial da bebida que está na taça, e um pouco de experiência, sem qualquer interferência, como a nota do Robert Parker, a fama do produtor, o preço do vinho ou seu hábito de consumo.  Em uma degustação às cegas, além de divertida, pode revelar que um rótulo mais barato pode agradar tanto ou mais que um mais caro. http://colunistas.ig.com.br/vinho/tag/degustacao-as-cegas/


Na foto acima, temos dois novos convidados Edson Amaral e Gustavo, que estão ao lado do Gomes e do Marcos (Xirú), sentados à mesa com Ivanir e Elton.



Nesta noite aprofundamos e realçamos o os vinhos da Serra Catarinense em especial os produzidos pela Villa Francioni.
O primeiro vinho que degustamos foi da safra de 2007
Cabernet Sauvignon
Graduação de 13,8%
Coloração Vermelho-rubi e reflexos violáceos
Tanino macio
Estrutura equilibrada

Este exemplar que a Villa francioni produz já foi muito comentado e badalado, mas para a maioria dos presentes no encontro, não encontrou nesta garrafa tudo o que esperava.
O Joaquim
Safra 2006
Produzido com um corte das uvas Cabernet Sauvignon e Merlot
Graduação de 13,6%
Estagiou 10 meses em barricas de carvalho francês
Villa Francioni Francesco
Produzido com uvas da safra de 2006
Corte de Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec e Syrah
Graduação de 13,7%
Elegante, estruturado
Deve ter passado pelos mesmos 10 meses nas barricas de carvalho francês
Cor vibrante
Aromas de frutas vermelhas com delicadas notas de baunilha e especiarias
Abaixo João Batista, Roberto, Flávio e Humberto, aguardavam as palavras que anunciariam " a comida esta servida" para dar continuidade às degustações.

Troca de ideias
Não Tenho dúvidas de que o pernil de cordeiro é uma iguaria que devemos explorar.
Aqui nesta mesa, comentamos sobre o próximo encontro.
Desta vez não comentamos sobre os modelos das garrafas, mas ficou bem claro o que é um cheiro e o que é um aroma (rs).

Darley, Gustavo, Amaral, Elton e a Fila... que se seguia para aproveitar a boa hora da refeição.
Hora de afinar o paladar

sábado, 2 de abril de 2011

Encontro 31/03/2011

Olá Amigos....
Mais um encontro para celebrar as amizades e a troca de idéias e informações sobre os vinhos degustados.
Estiveram presentes uma quantia exuberante de pessoas: 19. (Aloisio, Ariosto, Baron, Darley,Elton Gubert, Helton, Flávio, Gomes, Ivanir, Jacy, José Biezza, Marcelo Biancamano e Marcelo Panchiniak, Stênio, Vânio, Prof. Roberto, João Batista, Paulo Lenz e Marcos Quilante.

Nosso orgulho foi poder contar com a presença do Helton Bertol, que hoje não está residindo em Floripa, pois mantém seu posto de trabalho fora da Grande Florianópolis. Estou certo de que ele se orgulha da confraria, mesmo que com membros diferentes do grupo inicial, mas se mantém ativa até então. Valeu Bertol pela presença.

Algumas caras novas esiveram presentes, outras nem tanto.
Neste encontro estiveram presentes pela primeira vez o Marcelo Biancamano e seu Sócio Paulo Lenz, não por falta de convite mas pela agenda complicada que os dois possuem. Estou confiante que estamos caminhando para a formação de um grupo cada vez mais forte, o qual gostaria até de chamar de Clube do Vinho.

Para quem conheçe o local onde estão sendo realizados os nossos encontros, tem a certeza de que até podem existir lugares melhores, mas a vista é realmente vislumbrante.


Chegamos até a tomar um vinho de 1998, ( Lesparre) um francês que ninguém apostava nenhuma ficha. Mas foi só uma garrafa e para os que chegaram mais cedo. Ao final o Rodrigo Baron ainda trouxe uma pegadinha. Apresentou da mesma forma como constumamos degustar os nossos vinhos, envolto em papel laminado uma garrafa de Tannat. Realmente o Tannat tem seu momento, mas neste dia não era o dele. Era um Tannat 2007 que na europa é reconhecido.

Degustamos 3 vinhos:
Apresentou cor rubi bem escura com dominância do aroma de chocolate. Curiosidades sobre este vinho:
85% das uvas foram produzidas no Valle de Colchagua e o restante no Valle do Maule. Este corte proporciona presença de frutas vermelhas com taninos suaves enquanto que as produzidas no Maule agregam acidez e corpo a este vinho. Este nobre exemplar é produzido com 100% da cepa Cabernet Sauvignon sendo que 80% deste vinho passou 9 meses em barrica de carvalho Francês.


Rubi muito intenso com matizes purpúreas. No nariz é uma bomba de frutas vermelhas, notas de baunilha, coco e alcaçuz. Grande concentração, com taninos cremosos e longo e perfumado final. 

Este é um blend com 85% Malbec, 8% Tannat, 5% Cabernet Sauvignon e 2% de Shiraz. Podemos perceber neste belo exemplar da estância colomé, sua cor escura e intensa. Possui aromas complexos e persistentes como disse o professor Roberto e estes aromas são de cerejas, amoras. Quando degustado mostrou-se fino, concentrado com final redondo e taninos  elegantes.

Que venha o próximo encontro, que já tem até data: 28/04/2011
Não se esqueçam.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Encontro 24/02/2011

Olá turma!
Que bom que desta vez conseguimos reunir um grupo bem maior de interessados sobre o mundo do vinho.
Neste encontro,  estavam presentes: Aloisio dos Santos, Alvaro Filgueiras, Darley Grando, Elton Gubert, Flávio Ribeiro, Rogério Gomes, Ivanir Dutra de Lima, Jacy Gubert, João Broering, José Biezza, Júnior Dymow, Marcelo Panchiniak, Odair Custódio, Rodrigo Baron, Stênio Manfredini e Professor de EnoGastronomia Roberto do IFSC.

A gastronomia ficou por conta do Rogério Gomes que sinceramente deu um banho na cozinha.
Gomes, preparou um delicioso congrio rosa, com arroz e camarões deliciosos.
Vestindo a tradicional roupa de cheff, pode mostrar com habilidade sua competência na arte de preparar uma boa comida, especialmente para acompanhar nossos vinhos brancos.

Aqui, ele ainda sorrindo preparando os camarões.
Parabéns..... estava delicioso, creio ter sido unânime o voto.
Teremos outras oportunidades para que outros, também possam mostrar seus dotes culinários, nos nossos encontros realizados mensalmente, que ocorre toda última quinta-feira de cada mês.

Na foto acima: Stênio, Elton, Marcelo
Acima e a direita: Odair, Baron, Flávio e Ivanir
Alvaro, João, Aloisio, Roberto e a direita, Jacy, Gomes e Darley.

Gomes e Darley, afinando seus comentários sobre os brancos e Gomes ao lado, recebendo a colaboração do gentil José.
A dupla Ivanir e Darley no embalo dos brancos
 e Junior e Odair comemorando o sua presença no grupo. 

Alvaro com Aloisio, Darley e Jacy
Aloisio, Roberto, Jacy e em seguida Stênio, Elton e Odair.

Pessoal o Alvaro já mencionou que deseja fazer um dos encontros na sua residência, quem sabe já no nosso próximo. Tem boa fama e gosta da arte culinária.


Se você tem interesse em saber o que já foi degustado no decorrer do tempo da existência do nosso grupo, acompanhe a planilha que é atualizada a cada encontro.



Na simplicidade da garrafa, trouxe com este chardonnay um vinho com boa acidez, bom custo benefício, presença de arromas tradicionais e que iniciou nossa festa.

Composto unicamente de uvas portuguesas 60% de Arinto e 40% Antão Vaz, um vinho diferente dos demais, mas que surpreendeu pela perfeita harmonização com o prato proposto. Este vinho é encontrado na Santa Adega de coqueiros e no Supermercado Hippo. Na sua ficha técnica destaca que seu envelhecimento ocorreu com 6 meses em barricas novas de carvalho de francês (Antão Vaz) e tanques de inox (Arinto).

Um vinho que fermentou em barrica novas de carvalho francês por 17 dias a uma temperatura de 19º. A sugestão é servir a uma temperatura de 8º - Composto das uvas 90% Viúra e 10% Malvasia Fina. As plantas que originaram este vinho possuem mais de 60 anos.

Com 100% da Uva Chardonnay, um vinho elegante sem sombra de dúvidas. Completo, equilibrado e prazeroso.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Encontro 28 de janeiro de 2011

Proposta de harmonização:
Bacalhau com vinhos brancos portugueses

Vale lembrar que tivemos apesar das insistências apenas 9 participantes.
Aloisio, Darley, Ivanir, Jacy, Xirú, Odair, Stênio, Biezza e Gomes. Claro que foi um dia difícil, mas conseguimos fazer um quorum mínimo para manter as datas comprometidas com nosso calendário, de pelo menos uma vez ao mês nos reunirmos.

Vamos agora, acompanhar as garrafas que foram saboreadas nesta noite.
Degustamos 3 Espumantes, 3 vinhos brancos e finalizando fechamos com um fortificado.

O primeiro foi o Vinho Branco Espumante Villaggio Grando Brut, safra 2010.

Este espumante é produzido em Agua Doce - SC, mais precisamente em Herciliópolis, acima de 1300 metros de altitude. A garrafa trazia 11,3% de teor de alcool. Produzido  com Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay, serviu até para uma das frazes famosas que guardamos, proferida pelo Stênio. " Se esses dois espumantes forem nacionais, vou mudar meu conceito."
Depois, CAVE PERICÓ, também da safra de 2010, produzido com um corte de 40% cabernet Sauvignon, 28% de Merlot e 32% de Chardonnay. Esta garrafa estava com 12,5º, no entanto mais equilibrada.

Vem da Pericó Valley, São Joaquim/SC das Terras de Altitude e da Neve Catarinense. Produzido pelo Metodo Charmat, ou seja,  refermentação em autoclaves com temperatura controlada em 12º C. A maturação ocorreu na permanência do espumante por 2 meses sobre as leveduras o que lhe conferiu cremosidade e fineza. São palavras da Pericó.

Finalizando as espumantes, foi servido uma Norton extra Brut. Não safrado com 12º de álcool, lá da Argentina - Mendonza.

Daí pra frente o papo começou a ficar mais animado.
Como a proposta da noite era de servir vinhos portugueses para acompanhar o Bacalhau, ariscamos com Anselmo Mendes e seu vinho Loureiro Muros antigos; Alves de Souza com o Branco da Gaivosa Reserva e finalizamos com o Quinta dos Roques Dão Encruzado.

Loureiro, muros antigos de safra 2009 é um vinho Verde D.O.C. produzido com 100% da cepa Loureiro. 12º GL.

De acordo com o produtor possui estimativa de guarda de 2 anos.
É um vinho para ser servido numa temperatura mais baixa que os demais vinhos brancos.

Agradável, mas certamente temos muitos exemplares capazes de suprir sua deficiência de acidez. Mesmo assim, ainda foi melhor que o Alves de Souza.

Creio que na opinião da maioria, alguns até desprezando, este foi o vinho que apresentou a maior deficiênica em termos de combinação gastronômica. O Alves de Souza, produzido na região do Douro, Baixo Corgo  Quinta da Gaivosa, apresentou este vinho com uma composição de castas elaborada da seguinte maneira: 34% da Arinto, 33% da Malvasia Fina e 33% de Gouveio. Estava com 12,5º GL, não agradou.

Dos brancos, creio ter encontrado no Quinta dos Roques elaborado com 100% da Uva Encruzado, uma combinação perfeita para a noite. Complexo mas elegante. Cremoso mas com acidez. enfim um vinho que apresentou sua complexidade, nos trouxe o encanto da Uva encruzado, com 13,5º de GL.
Até mesmo o RP pontuou este vinho da safra 2006, com 89 pontos.
O Encruzado, passou 9 meses em barricas de carvalho francês e possui estimativa de guarda de 8 anos. Este valeu a noite.
Finalizando, ainda conseguimos abrir uma garrafa de PORTO, Quinta Santa Eufêmia (Fine White). Alguns bebian que parecia água e ainda tinham forças para dizer "nossa desce docinho".

Para a escolha de um vinho a ser bebido com pescados ou bacalhau, devemos analisar o seguinte:


Pratos consistentes pedem vinhos encorpados, por esse motivo que peixes combinam melhor com vinhos brancos, que são mais delicados e frescos, que os vinhos tintos.

Lembre-se que não é o sabor do componente principal (peixe) que devemos levar em consideração, mas a forma de preparo e os ingredientes do mesmo.

Regras gerais para a escolha de um vinho:
- Se quiser usar um tinto, use um jovem e frutado.
- Use vinhos com boa acidez (tinto ou branco).
- Evitar brancos com madeira e tintos tânicos.
- Peixes mais simples combinam bem com brancos leves.
- Para os tintos, evite peixes oleosos e com aromas de mar intenso (anchovas, sardinha, etc).
- Os fortes aromas do mar com vinhos tintos tânicos deixam um gosto metálico no prato (evite).
- Já o bacalhau tem uma estrutura consistente e suporta muito bem um vinho branco encorpado (vinho que estagia em barricas de carvalho), ou tintos leves com poucos taninos e uma certa acidez.

O segredo de tudo isso é muito mais do que saber compatibilizar, é preciso ter coragem, ousadia e descobrir o que se adapta melhor a seu gosto.

Receita do bacalhau à Gomes de Sá para umas 5 pessoas
bacalhau demolhado800 g
batatas grandes
1 kg
ovos cozidos
3 und.
cebolas
3 und.
alho
3 dentes
azeite
2 dl
salsa
1 ramo
sal
q.b.
pimenta
q.b.
azeitonas pretas
n. d.


** Com antecedência escalde as postas de bacalhau durante 3 minutos, limpe-as de peles e espinhas e separe em lascas. Coloque-as num recipiente, cubra com leite quente e deixe repousar cerca de 1 hora.
** Ao mesmo tempo coza as batatas inteiras e com pele em água temperada com sal grosso, mais ou menos 35 minutos conforme o tamanho. Não deixe cozer de mais.Deixe arrefecer um pouco, descasque-as e corte-as em pedaços pequenos.
** Descasque e corte as cebolas em meias luas e coloque-as num tacho largo e refogue-as em azeite, juntamente com alho picado, até ficarem translúcidas. Ligue o forno a 200º.
** Junte as batatas e o bacalhau misturando o conjunto levemente para não desmanchar muito, mas ficar incorporado na cebolada sem refogar (por isso o tacho largo). Rectifique o sal e tempere com pimenta. Coloque num tabuleiro e leve ao forno 15 minutos, a alourar.
** Retire do forno e decore com ovos cozidos às rodelas ou picados, salsa picada e azeitonas pretas. Sirva quente.

Até nosso próximo encontro, que seguindo nosso calendário pré-estabelecido, é a última quinta-feira do mês. Desta forma, fica pre-reservado para o dia 24/02/2011.
Forte abraço.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Blogs para navegar

Não esqueça de nosso próximo encontro
Será na sexta-feira.
Ponto alto café.
Blogs que podem ser utilizados para navegar e buscar mais conhecimento.
O TaninoEnoDeco
Vinun Animi Speculum
Blog do Vinho
Enoteca
Papo de Vinho
Alexandra Corvo
Vinho sem Frescura
QVinho
Enoblogs

O Gomes (Rogério) ainda sugeriu alguns outros.
http://guilhermemaran.blogspot.com/ (Blog do Guilherme Maran)
http://vinho365.blogspot.com/ (Blog da Santa Adega)
http://www.enoblogs.com.br/ (Metablog brasileiro)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Encontro Ponto Alto Café - 16/12/2010

No dia 16/12/2010, encerrando o ano, nos reunimos uma vez mais no espaço que é cedido pelo nosso amigo e confrade José Biezza (Ponto Alto Café). Estiveram presentes: o ano, nos reunimos uma vez mais no espaço que é cedido pelo nosso amigo e confrade José Biezza (Ponto Alto Café). Estiveram presentes: Baron, Darley, Flávio, Gomes, Ivan, Ivanir, Jacy, Biezza, Marcelo, Xirú e Elton.

Nesta noite, preferimos iniciar com o espumante Rio Sol Brut da ViniBrasil lá do Vale do São Francisco. Foram 3 exemplares deste espumante. Para quem não sabe a ViniBrasil é o resultado de uma joint venture entre a Expand e a portuguesa Dão Sul.


 
Nos preparativos estavam o Chef Arnaldo Toro e a Chef Júlia Souza, que pontualmente, conforme combinado apresentou-nos, a entrada, salada e o prato principal (Lombo recheado com damascos e castanhas ao molho de laranja  acompanhado de Risoto de cogumelos). Creio que tenha sido um desafio para o Arnaldo e a Júlia, principalmente por se tratar de um pequeno grupo. Mas certamente ficou na nossa memória o trabalho bem feito do Saber ao Sabor Serviços Gastronômicos. Email: nadoflori@hotmail.com.

Nossa proposta foi trazer uma harmonia entre o prato e os vinhos:

Quinta do encontro -  Um corte de uvas da Bairrada - Portugal, da safra 2008 com teor de alcool de 13,5º.Um vinho fácil de beber, leve e uma boa para o dia-a-dia.
Chalten - Reserva da Uva Malbec safra  2008, da Argentina (Patagônia) com teor 14,5º. Este vinho passou por uma maceração de 16 dias com seu mosto fermentando e 30% do vinho passou por um estágio em barrica de carvalho pelo período de 1 ano. Apresentou uma cor vermelho profundo e quando exposto consideramos que estava com boa estrutura e macio, o que nos leva a considerar como "redondo".
Mompertone - Italiano do Piemonte - O mais potente e creio mais apreciado, apesar de algumas apostas no Chalten. Este vinho produzido com as uvas Barbera (60%) e Sirah(40%), passou por um afinamento em madeira, sendo: 10 meses, 60% em barricas de carvalho francês e 40% em barricas mais velhas. O vinho é da safra de 2007 e com teor de 14º de alcool.  Veja mais na ficha técnica em italiano.


Aqueles que ainda não puderam desfrutar da companhia deste grupo, não sabe o que estão perdendo.
Só posso dizer que está cada vez melhor.

Bem.... o que nos aguardava: uma demonstração de como se faz uma degustação, pelo nobre Rogério Gomes "mas fala este homem !".
Depois de muita insistência e como não poderia deixar de fora, olhem só a demonstração do Gomes... sobre o degustação e sua insistência na "Goma arábica"
Até a próxima....

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chile

Nosso vizinho Chile, possui cinco grandes zonas vitícolas conhecidas, sendo que as principais para produção do vinho são quatro:
COQUIMBO
ACONCÁGUA(Aconcágua e Casa Blanca)
VALE CENTRAL (Maipo, Rapel, Curicó e Maule)
SUL (Itata e Bío-Bío)
Da relação citada acima, as primeiras estão situadas mais ao norte.
O grande fator que faz com que o Chile possua todos os atributos que são considerados para o cultivo das uvas (ele detém 5% da participação mundial), está na diversidade de seus solos (microclima), as barreiras naturais e a sua qualidade da água.
Microclima: Conjunto de atributos (localização do vinhedo, composição do solo, irrigação, ângulo de incidência do sol, tempo que as uvas estão expostas ao sol, variação da temperatura dia/noite, dentre outros) Destaque-se a ausência da filoxera (parasita que quase destruiu os vinhedos da Europa no Século XIX.
Barreiras Naturais: Deserto de Atacama (norte), os glaciares (sul), cordilheira dos andes (leste), oceano pacífico (oeste).
Qualidade da água: Por não ter em abundância a água no Chile e muito bem aproveitada, seja utilizando a água proveniente do degelo da neve da cordilheira, seja pelo armazenamento em cisternas ou dos poços artesianos, a irrigação esta presente na maior parte das regiões utilziando-se o processo por gotejamento.

No Chile é possivel encontrar videiras com mais de 100 anos, que preservam integralmente o seu carácter original.

Tudo isso serviu para inspirar nosso encontro:
Desta feita, Chilenos - Cabernet Sauvignon.

Um grupo bem maior de pessoas, contadores, médicos, engenheiros, empresários e até um capelão, que acima de tudo preservam boas amizades e também gostam de um bom vinho associado a uma boa mesa estavam presentes.

Encontro realizado nos altos do morro da lagoa da conceição, um local muito bonito, cheio de belezas naturais que convidava mesmo para além de apreciar a vista, apreciar vinhos.

Se você desejar navevar um pouco nas páginas das vinícolas produtoras dos vinhos que degustamos, seguem abaixo os links.

Cousino Macul -
Casa Blanca - Nimbus
Casillero del Diablo -
Montes Alpha -
Santa Carolina -
Conha y Toro - Marques de Casa Concha

E aí está a costela prometida, que foi devidamente acompanhada do Aipin com Bacon. Uma delícia.

A dita cuja, ficou desde as 16:00hs no fogo até as 21:00hs quando então foi servida. Vale aqui ressaltar que o preparo de uma costela deve sempre ser dado o merito ao assador, neste caso o Ivanir que com auxílio do Caseiro, controlou de forma on line o fogo, deixando a carne tão saborosa quanto ao um fogo de chão. Muito bom.

Abaixo a esquerda: Vanio e Ivanir  "Charqueador"
Abaixo a direita: Ariosto, Jacy, Marcelo e Xirú


Acima a esquerda: o Dono da Casa (Roma), Ivan, Heitor "gigante cuíudo" segndo o Ivanir e Dr Confúcio
Acima a direita: Darley, Baron, Jacy e Vânio


Muitas vezes, nem precisamos fazer forças para encontrar gente boa, não é?
Abaixo a esquerda, Odair e Ariosto. Será que estavam falando de negócios?
A Direita o Capelão Leandro e Dr. Confúcio em momento de boa conversa.
As gargalhadas dos 3 pode ter certeza que é piada. Da esquerda para a direita Luiz, o caseiro Osvaldo que muito contribuiu para o feito e o ASSADOR Ivanir.
A Direita Ivan da Escritólândia e José Biezza, provavelmente contando fatos de um passado não tão distante.
Logo abaixo: Ivanir, Luiz e Leandro e a direita: Odair (compadre), Ariosto, Marcelo e Quilante

Heitor, ladeado pelo Roma e a direita José, Marcelo, Odair e Ariosto.
 
Resumo: Foi bom demais, poder mais uma vez reunir amigos num propósito de conversas e degustação.
Que venham os próximos encontros e que sejam bons tanto quanto foi este.
 
Para complementar sobre o Chile:
As classificações:
Em 1995 o Chile estabeleceu por lei que 75% do vinho deve ser da variedade e do exato local que aparecem no rótulo, permitindo que apenas 25% possa variar a essas especificações. Não há nenhuma exigência particular a respeito da produção de vinhos de reserva, mas todos os vinhos que indicam a designação Reserva, Gran Reserva ou Reserva Especial indiquem o lugar de origem.
 
As Variedades:
Enquanto o país produziu vinhos apenas para o mercado doméstico durante um longo tempo, os winemakers chilenos confiaram nos varietais que produziram grandes volumes de vinho inferior. Muitos destes vinhedos ainda estão produzindo uvas tintas. Moscatel Alejandria, Sauvignon (na maior parte Sauvignon Vert ou Sauvigon Gris), Sauvignonasse, e Torontel, todas ainda em produção, entram na mesma categoria.

A moderna indústria de vinho chilena investiu pesadamente nos varietais tintos de qualidade elevada para a exportação, produzindo atualmente Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Malbec e Syrah. O Carmenère francês, trazido primeiramente ao Chile por volta de 1800, transformou-se num varietal primordial. As uvas brancas de prestígio incluem Chardonnay, Sauvignon Blanc, Sémillon e Riesling. A maioria dos novos vinhedos com recursos tecnológicos avançados são plantados com Cabernet Sauvignon, Chardonnay, e Merlot. Ironicamente, os consumidores chilenos podem ter dificuldades para encontrá-los em seu próprio país, porque os produtores concentraram toda a produção para o mercado externo.

Das regiões:
De norte a sul, as regiões vinícolas designadas pela lei de 1995 são Aconcagua (incorporando Casablanca), o Vale Central (incluindo Maipo, Rapel, Curicó, e Maule), e a região do sul (incluindo Itata e Bío-Bío).

As regiões de Atacama e de Coquimbo na área norte e muito quente do Vale Central, são identificadas também, mas as uvas que produzem são principalmente para Pisco e para consumo in natura.
Aconcágua
Como a região mais ao norte, Aconcagua é a região mais quente e seca do Chile, especializando-se em Cabernet Sauvignon bastante encorpado e em outros vinhos tintos. Paradoxamente, a sub-região do Aconcagua, Casablanca, é uma das mais frescas do país devido a seu clima litoral. Como uma das regiões mais novas, ela se especializa em Chardonnay, às vezes fermentado ou envelhecido em barricas de carvalho, e freqüentemente demonstrando aromas e sabores de aspargos. Ele é vinificado às vezes como o vinho espumante, com a mesma estrutura. Os Sauvignon Blanc de Casablanca tendem a ser frescos e de aromas cítricos, com sabores de frutas tropicais. Ambos estão sendo considerados como os vinhos brancos mais interessantes do país.
Bío-Bío
Bío-Bío, a área mais ao sul e a maior do Chile, têm 66.700 acres de uvas de vinho (1991), dois terços são tintas, na maior parte a uva Pais. As grandes quantidades de Moscatel Alejandria são produzidas também aqui para o consumo doméstico. Devido às grandes áreas de pantanal com péssima drenagem, a precipitação mais alta do que média e as poucas horas de luz do sol, a área é atualmente imprópria para os varietais finos, embora com gerência apropriada pode ter um potencial maior.
Maipo
Entre os vinhos do Vale Central, Maipo, ao sul da cidade de Santiago, é pequeno, mas bem-representado em etiquetas da exportação; produz os vinhos brancos e tintos aproximadamente em igualdade, particularmente Sémillon e Cabernet Sauvignon, os melhores têm aromas bem desenvolvidos de frutas, bom corpo e envelhecimento em barricas. Na área de Rapel, as uvas de Sémillon e Cabernet Sauvignon predominam. A sub-região de Colchagua, ao sul, teve grandes investimentos nos anos 90 pelas vinícolas "boutique", cujos vinhos começaram a atrair a atenção crítica internacional. Uma nova concentração em plantio nas encostas promete mesmo mais vinhos com caráter do excelente terroir local. O vinho tinto está estabelecendo-se como o "rei" nesta área, pelo menos até hoje. Os notáveis Cabernet Sauvignon de Colchagua podem também incorporar o Merlot ou Cabernet Franc em vinhos densos, envelhecidos em barricas e muito saborosos. Colchagua produz também Carmenère notável, Malbec e Syrah asssim como distintos Chardonnay.
Maule
Ainda mais ao sul, a sub-região do Vale de Curicó, produz vinhos frutados com abundância de taninos. Maule, que a influência marinha torna uma das áreas mais frescas e mais nubladas, produz ainda quantidades grandes da variedade Pais para o consumo doméstico, assim como Cabernet Sauvignon, Merlot, Sémillon e Sauvignon Blanc para exportação.

Encerro com uma citação.
"O bom vinho é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria." (William Shakespeare)